15 de mai de 2010

Clóvis é reeleito presidente do Movimento Negro do PMDB/RS

Durante a Convenção o secretário-geral do partido, Eliseu Padilha, recebeu homenagem especial e apoio para concorrer à Câmara dos Deputados.
O Movimento Negro do PMDB/RS realizou neste sábado, 15, sua 2ª Convenção Estadual. O evento realizado no Plenarinho da Assembleia Legislativa reelegeu Clovis André Silva da Silva como presidente.
Na oportunidade, a chapa, composta por 15 regiões do Estado, apresentou o Reparações 15. O documento de autoria do núcleo é composto de diretrizes pragmáticas que expressam o desempenho das políticas públicas voltadas para o negro nas mais diversas áreas.
Abordando questões institucionais, o Reparações 15 está dividido em quinze itens, cada um com quatro eixos. O objetivo é que cada núcleo possa escolher dentro de cada um o eixo mais adequado de acordo com a sua realidade. Entre os itens disponíveis estão Geração de Trabalho e Renda, Legislação anti-racista e Direitos Humanos.
Durante a Convenção o presidente nacional da Fundação Ulysses Guimarães e secretário-geral do PMDB, deputado Eliseu Padilha, recebeu homenagem do núcleo pela trajetória de luta partidária e parceria com o Movimento Negro. Segundo o líder Clóvis, através desta conduta do deputado foi possível avançar muito e prol da causa negra.O secretário-geral do PMDB agradeceu à homenagem e salientou a importância do trabalho do presidente reeleito na luta do Movimento Negro. “Clóvis passa o testemunho de alguém que tem conhecimento de causa, que tem articulação interna no partido”, afirmou.
Padilha colocou-se à disposição e afirmou que, em seu entendimento, os negros estão em absoluta igualdade, o que falta é assumir essa posição. Para finalizar, deixou uma reflexão: “não quero ser mais do que ninguém, mas não aceito ser menos. Só quero ser igual. Quero igualdade de possibilidades e inserção”.
O pré-candidato ao Senado, Germano Rigotto, também se fez presente no evento e destacou a necessidade de o partido e seus representantes se unirem em prol da candidatura do deputado federal Eliseu Padilha, considerando sua influência e articulação política. Em seu pronunciamento declarou que Padilha é “a locomotiva do partido”.
Rigotto salientou ainda o sentimento em relação à realização de um evento voltando especificamente para o negro. “Estou muito feliz pelas conquistas do nosso movimento, que apesar de ser recente, já conquistou muito”.
Durante os pronunciamentos, o deputado Alceu Moreira foi bastante aplaudido ao dizer que o espaço do negro na cidadania está vazio e que para construir a dignidade da etnia não é preciso esforço. “É necessário apenas espaço, pois o negro sabe construir sua dignidade sozinho”, justificou.
O pré-candidato do PMDB ao Palácio Piratini, José Fogaça, também marcou presença no Congresso. Como simbologia de formalização do Reparações 15, Clóvis entregou a Fogaça uma cópia deste documento e, de outros, que completam a trajetória destes três anos de atividade do setor de apoio partidário.
Sobre o tema Fogaça falou de suas contribuições enquanto prefeito de Porto Alegre, como a criação do Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro. O ex-prefeito da Capital destacou ainda que pretende continuar lutando pela causa, trabalhando com as culturas existentes em cada região.
Quanto aos seus planos Fogaça disse que não tem outra determinação no momento senão pensar na situação do Estado como um todo. Disse que o Movimento Negro não é apenas do PMDB, mas de todo o Rio Grande do Sul.
Ao encerrar a Convenção, o presidente reeleito, Clóvis, reiterou ser inadmissível em qualquer democracia o preconceito racial e afirmou que "será imperfeita a sociedade onde houver designação no caráter étnico ou social". E enfatizou que "acima de tudo é preciso ter respeito às diferenças".
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